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Mapa do Jogo #1 - Constança

Na primeira coluna do Mapa do Jogo, o maior jogador de futebol romeno é o fio condutor de uma história que conecta uma cidade portuária de seu país à Itália

Mapa do Jogo #1 - Constança

Foto: Divulgação

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A Federação Romena de Futebol anunciou o retorno de Gheorghe Hagi ao cargo de técnico da seleção. Hagi já havia treinado os Tricolorii em 2001, logo após sua aposentadoria, em curta passagem de 5 meses.

Apelidado de “Maradona dos Cárpatos”, em referência à cordilheira que compõe a maior parte do país e atravessa a Europa da Ucrânia até a Hungria, Hagi treinava o Farul Constanţa nas últimas 5 temporadas.

O Farul, que em português significa farol, é um clube de Constança (Constanţa em romeno), uma cidade litorânea, banhada pelo Mar Negro. Foi nesta cidade, do maior porto do país, que Hagi fez sua estreia como atleta profissional em 1982, pelo próprio Farul.

Os italianos, o porto e a arquitetura

Alternando entre o sexto e o sétimo maior porto europeu em movimento, Constança é a porta de entrada do Rio Danúbio, principal acesso aos países da Europa Central.

O Danúbio cruza 10 países: nasce na Alemanha e passa por Áustria, Eslováquia, Hungria, Croácia, Sérvia, Bulgária, Romênia, Moldávia e Ucrânia. Ele deságua num grande delta entre Romênia e Ucrânia, além de passar por 4 capitais: Viena, Bratislava, Budapeste e Belgrado.

Na cidade de Constança, o farol a que se refere o nome do Farul é uma construção do século XIII, feita pelos genoveses. À época, as repúblicas marítimas italianas controlavam o comércio do Mar Mediterrâneo e Negro administrando portos, erguendo fortificações e centros comerciais.

Ao final do século XIX, durante e após a unificação italiana, Constança recebeu muitos imigrantes italianos que moldaram a arquitetura local. É possível encontrar casas construídas em estilo italiano de quase 200 anos, seja na região portuária, seja na região central.

No decorrer do século XX, Constança recebeu a construção do Palácio Real de Mamaia e a Basílica de Santo Antônio de Pádua pelas mãos de arquitetos italianos. O Monumento aos Heróis da 1ª Guerra Mundial também foi obra italiana. Além disso, o restauro do memorial, cerca de 50 anos depois de sua construção, ficou a cargo de um profissional do país mediterrâneo.

Para fechar o passeio, a escultura do poeta romano Ovídio - exilado de Roma para viver em Tomis, o antigo nome de Constança - compõe a paisagem. Anos mais tarde, a cidade italiana de Sulmona, terra natal do poeta, ergueu uma estátua idêntica, reforçando os laços culturais entre os dois países.

Autor

Sobre o autor

Gabriel Carrasco Santo é jornalista, pesquisador e apaixonado por esporte.

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